POR admin, 06 jun 2011, 17H39

O Evento

“A Interconexão da Resolução de Problemas com as demais tendências em Educação Matemática”

 

A Educação Matemática surgiu no século XIX em consequência dos questionamentos sobre o ensino da Matemática e está relacionada diretamente com a Filosofia, com a própria Matemática, com a Psicologia, com a Sociologia, dentre outros campos científicos. No Brasil, surgiu nos fins da década de 50, ganhando impulso na década de 80, com a implantação da Sociedade Brasileira de Educação Matemática.

A partir daí, a Educação Matemática vem buscando aprimorar o processo de ensino-aprendizagem da Matemática e, nessa busca de soluções a esse problema, surgem as Tendências em Educação Matemática: a Etnomatemática, a Modelagem Matemática, os Jogos, a Resolução de Problemas, a História da Matemática, a Tecnologia de Informação e Comunicação, etc. A utilização de uma dessas tendências poderá contribuir para que professores e alunos vivenciem diferentes formas de ensinar e aprender Matemática.

Destaque-se aqui a Resolução de Problemas que abrange um campo de investigação excepcionalmente amplo, sobretudo na história da Matemática, traduzindo desde as últimas décadas do século XX mudanças profundas no campo pedagógico. Considerada como a essência da atividade matemática, a Resolução de Problemas tem importância fundamental nos processos de ensino e aprendizagem da Matemática, uma vez que sua aplicabilidade pode manifestar no aluno a capacidade em observar seus próprios processos cognitivos e de refletir sobre eles. Bons problemas proporcionam aos alunos oportunidade de consolidar e ampliar seus conhecimentos.

Nos Princípios e Padrões para a Matemática Escolar (2000), conhecidos também como Standards 2000, a Resolução de Problemas foi destacada como um dos padrões de processo para o ensino de Matemática, por constituir uma parte integrante de toda a aprendizagem matemática. Ademais, tal documento afirma, de uma maneira convincente, que Resolução de Problemas não é só um objetivo de aprendizagem Matemática, mas também, um meio importante para se fazer matemática. (NCTM, 2000). Os PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais (2001), documento curricular do Brasil, também indicam a resolução de problemas como ponto de partida das atividades matemáticas, e discute caminhos para se fazer matemática na sala de aula.

Não resta dúvida de que a Resolução de Problemas tem um papel crucial na formação do indivíduo, uma vez que ela estimula no aluno hábitos de pensar. Dessa forma, pretendemos com esse tema para o III SEMAT, apresentar, discutir e refletir sobre as tendências atuais no ensino-aprendizagem da Matemática e sua relação com a Resolução de Problemas, desejando contribuir com a formação dos participantes, no sentido de aprimorar e socializar experiências relevantes no campo científico em prol de um ensino-aprendizagem de Matemática mais consistente e prazeroso.

Objetivos do evento

Objetivo Geral

Promover momentos de estudo, socialização, integração e reflexão acerca da Resolução de Problemas por meio de pesquisas científicas, relatos de experiência, minicursos e oficinas, assim como uma articulação de debates relacionados ao tema.

Objetivos específicos

  • Consolidar e ampliar a participação de docentes e discentes do curso de Licenciatura em Matemática em eventos de natureza científica, bem como da comunidade em geral;
  • Criar espaços permanentes de comunicação e intercâmbio entre os professores que atuam na Educação Básica e no Ensino Superior;
  • Aprimorar o diagnóstico qualitativo da aprendizagem promovida no curso, no que diz respeito à aquisição dos saberes matemáticos, desenvolvidos nas disciplinas, nos estágios, nos ambientes de pesquisa científicas, nas atividades curriculares e extracurriculares, além da experiência profissional advinda de outras formas de contribuição para formação do educador;
  • Compartilhar conhecimentos acerca das diversas experiências de ensino, projetos de pesquisa e de extensão que vem sendo desenvolvidas por professores e alunos dos cursos, visando sua socialização;
  • Discutir experiências de pesquisas e atividades extensionistas relacionados ao tema;
  • Contribuir para melhoria do ensino e da aprendizagem de Matemática na Educação Básica em nossa região.

Público Alvo

  • Alunos de graduação de cursos de Matemática, Pedagogia, entre outros;
  • Alunos de pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado);
  • Docentes da Educação Básica; Docentes do Ensino Superior e Docentes de Pós-graduação;
  • Outros interessados.

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