POR Thais Urpia, 19 mai 2011, 18H22

Convênio com universidade angolana traz línguas africanas para UNEB

Carol Soledade
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação
 

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Comitiva de professores angolanos visitou o Campus I da UNEB, em Salvador. Fotos: Anderson Freire/Ascom

A UNEB firmou mais um convênio de cooperação acadêmica. Desta vez, com a Universidade Agostinho Neto, sediada em Luanda, capital da Angola.

O reitor da UNEB, Lourisvaldo Valentim, e a professora Amélia Mingas, decana da universidade angolana – que representou o reitor da Agostinho Neto –, assinaram convênio (foto home) que prevê a oferta das línguas angolanas kikoongo e kimbundo como componentes curriculares dos cursos de graduação e pós-graduação da UNEB.

A assinatura aconteceu no último dia 13 de maio, durante a realização do seminário Africanias: instalação das línguas angolanas no currículo acadêmico da UNEB, que foi sediado na Academia de Letras da Bahia (ALB), em Salvador.

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Amélia Mingas: acordo aproxima Brasil e Angola para troca de conhecimentos científicos e culturais

“Estou muito feliz por, mais uma vez, sairmos na frente em ações afirmativas. A UNEB tem se destacado consideravelmente no que se refere à essas políticas, primeiro com as cotas, depois com uma licenciatura sobre cultura e história da África, e agora, com a oferta de línguas africanas”, destacou Valentim.

Segundo Amélia Mingas, esse convênio aproxima o Brasil de Angola, estabelecendo parcerias para troca de conhecimentos científicos e culturais.

Antes da participação no seminário, Amélia e uma comitiva da universidade angolana visitaram a sede do Campus I da UNEB, em Salvador.

O pró-reitor de Pós-Graduação (PPG), José Cláudio Rocha, também prestigiou a cerimônia de assinatura do convênio.

Cooperação internacional

No convênio entre a UNEB e a Universidade Agostinho Neto, além da oferta das disciplinas kimbundo e kikoongo, também estão previstos a cooperação científica e o intercâmbio acadêmico de professores e estudantes.

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Yeda de Castro destacou que inicialmente serão ofertadas as línguas kimbundo e kikoongo

“Vamos oferecer essa disciplina para qualquer curso de graduação e pós-graduação, sem especificidade, basta apenas mostrar interesse pela temática. A princípio começaremos com o kimbundo e kikoongo, e posteriormente com o iorubá. Vale ressaltar que mesmo sendo línguas africanas, as aulas serão ministradas em português”, explicou Yeda Pessoa de Castro, coordenadora do Núcleo de Estudos Africanos e Afro-brasileiros em Línguas e Culturas (Ngealc), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UNEB.

A coordenadora, que foi responsável por costurar a parceria com a universidade angolana, adiantou que o convênio terá duração de dois anos, e a oferta das disciplinas deve começar no segundo semestre deste ano. “Inicialmente as componentes serão oferecidas na modalidade de ensino a distância (EaD).

A UNEB é a primeira universidade brasileira a reconhecer e disponibilizar línguas africanas como componente curricular. A iniciativa da instituição está em consonância com a Lei federal 10.639/2003, que torna obrigatória a inclusão de temas relacionados à história e cultura afro-brasileiras na rede pública de ensino do país.

“A partir da assinatura desse convênio, vamos estabelecer um plano operacional. Grupos de trabalhos serão formados e pesquisadores da universidade serão convidados a integrar essa parceria para o oferecimento das disciplinas”, explicou a assessora especial para Cooperação Internacional (Asseci) da UNEB, Adrianna Freire.

Atualmente, a univeridade possui 15 convênios de intercambio acadêmico e cultural com países como Argentina, Chile, Paraguai, Estados Unidos, França, Itália, Portugal, Espanha, Costa do Marfim, Moçambique e Angola.




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