POR Thais Urpia, 07 fev 2011, 18H04

Deficiente visual é aprovada no Vestibular 2011 para curso em Guanambi

Wânia Dias
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação


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Marieta Morais foi recepcionada pelo diretor do DEDC, Marcius de Almeida, e comunidade. Foto: Divulgação

Filha de lavradores do município baiano de Urandi, a 755km de Salvador, Marieta Morais nasceu cega. Sua vida sempre foi uma luta diária para vencer as adversidades impostas por sua condição.

Há cerca de um ano, Marieta, hoje com 39 anos, decidiu se tornar pedagoga, e escolheu a UNEB para realizar esse sonho. A notícia da aprovação no Vestibular 2011 da instituição mudou a sua vida.

“Não acreditei quando descobri que tinha sido aprovada, estou muito feliz. Agradeço à universidade e aos seus funcionários pelo apoio que me dedicaram desde o processo de inscrição até a realização das provas”, contou, emocionada.

Marieta completou: “A UNEB é uma instituição socialmente engajada, que desenvolve trabalhos extensionistas bem bacanas. Foi sem dúvida a minha primeira opção de universidade”.

A futura pedagoga concorreu a uma das 100 vagas do curso de pedagogia oferecidas pelo Departamento de Educação (DEDC) do Campus XII da universidade, em Guanambi, município próximo a sua cidade natal.

De acordo com o diretor do DEDC, Marcius de Almeida, a unidade está se preparando para receber a nova estudante.

“Trata-se de um momento singular para o nosso departamento, afinal é a primeira vez que recebemos um aluno com deficiência visual. O DEDC tem um plano-diretor que prevê um projeto de acessibilidade para esses casos. Este ano essas ações vão ser colocadas em prática”, destacou Marcius.

Ainda segundo o diretor, além da adaptação estrutural do departamento, outra iniciativa que deve ser priorizada “é a preparação de docentes e técnicos, que vão ser capacitados por meio de cursos, palestras e oficinas, para atender a essa nova demanda”.

A Unidade de Desenvolvimento Organizacional (UDO) da UNEB já disponibilizou todo material tecnológico necessário para facilitar o processo de aprendizagem da discente, a exemplo de um notebook, fones de ouvido e programas desenvolvidos especificamente para pessoas com deficiência visual.

“A nossa universidade tem que estar na vanguarda quando a questão é criar meios de inclusão social. Esse é um princípio básico para esta instituição pública. Por isso não mediremos esforços para dar todas as condições a fim de que Marieta tenha uma formação qualificada”, pontuou Djalma Fiuza, diretor da UDO.

Investimentos

A administração central da UNEB, em consonância com as exigências da Portaria 3.284/2003, do Ministério da Educação (MEC), vem promovendo uma série de ações para permitir o acesso ao ensino superior público de pessoas com deficiência física e sensorial.

Além de um veículo de acessibilidade para o Campus I, na capital, a instituição investiu aproximadamente R$ 760 mil na compra de 12 elevadores especiais, que estão sendo instalados em vários campi da universidade.

Todas as ações em acessiblidade realizadas pela administração contam com a supervisão técnica do Núcleo de Educação Especial (Nede), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UNEB.

 




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