POR Ascom/Renilson, 20 nov 2014, 15H57

Coité: Movimento estudantil do campus XIV promove paralisação

Renilson Silva

Assessoria de Comunicação

estudantes reunidos para definir ações

estudantes reunidos para definir ações

Nesta quarta-feira, 19, o Departamento de Educação da UNEB, em Conceição do Coité, não abriu seus portões. O motivo foi a paralisação realizada pelo movimento estudantil. De acordo com os estudantes, o que os levaram a tomar essa iniciativa foram saída da reprografia do campus, problemas na assistência estudantil e o decreto 15.624 do Governo do Estado.

- Resolvemos parar um tempo para começar a discutir esse processo, pois o Decreto está acontecendo e ninguém procurou discutir; serve para que possamos nos organizar. Tivemos uma adesão muito grande, inclusive a nossa pauta é maior do que uma pauta em si. Esse é um momento de mobilização, para que a gente possa encaminhar, tanto para a Reitoria, quanto para a Direção do Departamento as nossas demandas, explicou Joana Alcântara, estudante do 6º período de Comunicação Social. A estudante informou que a mobilização contou com o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE/UNEB).

Durante todo o dia, a discussão teve com temas principais, os docentes, a cantina, estrutura física da Universidade, estágio e a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Praes).

- Discutimos o decreto, mas a gente não quis discutir em si, pois, para discutir o decreto, temos que falar sobre a PRAES, que não tem colaborado. Este ano, dos pedidos encaminhados para PRAES, aqui do Departamento, nenhum foi solucionado, nenhum papel de mediação a PRAES fez, criticou Alcântara.

Para João Glauber Maia, discente do 6º período do curso de Letras/Inglês: – essa paralisação é importante, principalmente, para os novos universitários, pois é a partir dessas reuniões que nós temos e podemos definir qual é o papel do aluno no meio acadêmico, refletiu.

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portões fechados e com cartazes cobrando benefício à Universidade

Iarraiana Santos de Jesus, 5º semestre de História também fez sua consideração: – esse momento é fundamental porque são assuntos que tratam de comportamentos, atitudes dos professores, da reprografia, enfim, no geral, abordamos sobre questões que temos direito e não sabemos. Apesar de prejudicar, pelo fato de atrasar as aulas, a necessidade de resolver esses problemas sobrepõe esse prejuízo.

Hélio Libório Pereira, bacharelando do 4º semestre de Comunicação Social, ressaltou: -penso que essa paralisação deve servir como ponto de partida para se abrir o diálogo nas primeiras instâncias, e que deve ser proliferada nos outros campi, para que possamos construir uma força coletiva, realmente. E, a partir daí, o diálogo não se estreitando, sem resultado para nós, façamos uma paralisação geral por tempo indeterminado, para que o governador entenda que a Educação é muito importante para o futuro do nosso Brasil, pontuou.

- É de grande importância que os estudantes conversem entre si. Aqui no campus XIV, pois quando nos reunimos, rompemos essa barreira e descobrimos quais são os males que estão nos atacando, e também as boas coisas que estão acontecendo, para que a nossa luta fique mais forte. Então, se eu faço uma organização de estudantes de comunicação é uma coisa, se a gente faz uma organização dos estudantes do campus XIV é outra pauta, com novas prioridades e o fortalecimento do movimento estudantil. Precisamos disso no campus XIV, concluiu Joana.

O professor Deijair Ferreira, diretor do DEDC reafirmou que, durante sua gestão, sempre apoiou e continuará apoiando o movimento estudantil, e ainda ressaltou que as ações de mobilização precisam ser articuladas com os demais segmentos (técnicos e docentes). Sobre o decreto 15.624, publicado no Diário Oficial do Estado, no final do mês de outubro, opinou: – O Decreto é uma forma violenta de sucatear, em nosso caso, a UNEB, transformando-a num grande “Escolão”, quando deixamos de adquirir recursos, comprar ou contratar serviços. A Direção do campus se coloca à disposição para discutir qualquer questão, principalmente as estudantis, visto que temos um olhar completamente diferenciado para esse segmento.

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Vale ressaltar que o movimento contou com a participação e articulação de todos os Centros Acadêmicos das quatro graduações da Uneb/Coité: História, Letras/Português, Comunicação Social e Letras/Inglês.

Colaboração: Antônio Adauto, agente de comunicação




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