POR Ascom/Renilson, 09 jun 2013, 15H26

Simpósio trouxe poetas consagrados da Literatura Baiana para o Campus de Coité

Renilson Silva

Assessor de Comunicação

Na foto o escritor Antônio Torres e os poetas Roberval Pereyr, Juracy Dórea, Antônio Brasileiro, Adriano Eysen, João Vanderlei de Morais Filho, Rita Santana e Georgio Rios

Na foto o escritor Antônio Torres e os poetas Roberval Pereyr, Juracy Dórea, Antônio Brasileiro, Adriano Eysen, João Vanderlei de Morais Filho, Rita Santana e Georgio Rios

Entre os dias 5 e 6 de junho, o Departamento de Educação da UNEB em Conceição do Coité, realizou a segunda edição do Simpósio de Literatura Baiana, organizado pelo colegiado de Letras/Português a Pós-graduação em Literatura Baiana do campus.

O evento aconteceu no auditório do Centro de Cultura Ana Rios da cidade onde se localiza o campus XIV e contou com a presença do Escritor Antônio Torres e os poetas Roberval Pereyr, Juracy Dórea, Antônio Brasileiro.

Estiveram presentes também os poetas Adriano Eysen, João Vanderlei de Morais Filho, Rita Santana e Georgio Rios, que comporam a mesa com a temática: Conversas (in)acabadas: a nova geração da literatura na Bahia.

Diretor do DEDC parabeniza a organização do evento

Diretor do DEDC parabeniza a organização do evento

A abertura oficial aconteceu às 14h com uma mesa composta pelo Diretor do Campus XIV, Deijair Ferreira, Luís Valverde, coordenador do evento, Antônio Torres, escritor, a professora Eugênia Mateus e os poeta Roberval Pereyr, Rui Espinheira Filho e Aleilton Fonseca.

“Descobri que, com a Literatura podemos construir e obstruir a realidade”, falou Deijair Ferreira, quando na oportunidade teceu elogios e parabenizou a organização. Em seguida, foi dado início ao evento com a conferência do poeta e escritor Antônio Torres.

O poeta agradeceu ao convite e contou um pouco de sua trajetória de vida, das suas obras, personagens e suas inspirações para escrevê-las. “Vou falar um pouco do sertão, já que estamos nele”, e lembrou momentos que esteve com grandes personalidades brasileiras, como a entrevista que fez com o cineasta baiano Glauber Rocha. “Fiz minha universidade no mundo e claro na universidade”, comentou. Torres ainda falou de suas vivências em outros países e seu contato com alguns poetas. “A distância te dá uma visão diferente, por exemplo, a minha literatura é nascida da experiência e o meu jeito é esse de pegar as Histórias, memórias e sonhos”, enfatizou ao relatar que passou a valorizar as obras dos poetas brasileiros quando estava na Europa. Durantes as duas horas de conversa, o poeta explanou sobre os mais variadosassuntos ligados as suas obras, a sua vida, a literatura baiana, suas andanças, vivências e gostos.  E disse que está escrevendo um livro sobre o “Vice-Rei”, título da obra.

Escritor Antônio Torres fala de suas obras

Escritor Antônio Torres fala de suas obras

Após o debate com poetas da Revista Hera, houve a conferência com o escritor Rui Espinheira, que falou sobre a necessidade de resgatar os livros e os escritores baianos, segundo ele, “são poucos poetas nordestinos que aparecem no sudeste e sul do Brasil, no caso da Bahia, é porque ela deixou de lado o orgulho da inteligência baiana”. Espinheira ainda criticou o descaso que os escritores baianos passam no Estado, para ele, “os autores que moram na Bahia não são contemplados, por isso que alguns saem para que sua obra tenha visibilidade”.

Na quarta-feira (6/6), à tarde, foi formada a mesa em homenagem a poetisa Myriam Fraga: 50 anos de poesia. Os escritores e poetas Rosana Patrício, Ricardo Nonato, Lilian Almeida e Verônica Trindade, recitaram e analisaram os poemas mais marcantes da trajetória da escritora, a exemplo de “O enigma da Esfinge”, declamado pela professora Rosana Patrício, que também foi comparada com a poesia de mesmo título da escritora Adélia Prado.

Mesa coordenada pelo poeta Adriano Eysen

Mesa coordenada pelo poeta Adriano Eysen

Com a conferência da pesquisadora Ana Angélica de Morais sobre “A leitura e a literatura: na construção do leitor crítico”, o segundo Simpósio de Literatura Baiana foi encerrado no Campus de Coité. A professora falou da gratificação em estar voltando ao campus de Coité e ressaltou que é preciso tomar uma postura e valorizar a literatura baiana. Para ela, “o ambiente escolar tem que ser um ambiente de leitura, pois esta é importa para a formação da consciência crítica do ser humano; e penso que essa leitura não poder terminar no ensino médio”, recomendou.

O escritor José Jerônimo de Morais explanou o tema: Poetas, profetas e místico, antes do encerramento oficial do simpósio.

Este ano o evento procurou divulgar ainda mais a literatura baiana trazendo poetas consagrados para a Universidade. Foi um momento em que, tanto estudantes e pesquisadores quanto a população coiteense, puderam conhecer os poetas baianos que fazem com que suas narrativas sejam transportadas para além das fronteiras do Estado, do país, levando um pouco do saber e da cultura de cada povo, de sua gente.

Com informações: Antônio Adauto Ramos, estudante do 3º semestre de comunicação social do campus XIV

Com edição e revisão: Renilson Silva Pinto -  ASCOM/UNEB/COITÉ

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