POR Ascom/Kleber Palafoz, 15 jul 2011, 14H42

Apresentação

O legado de Canudos, objeto de interesse nacional e internacional, constitui-se, de fato, em marco fundamental da nossa história, além de materializar as contradições sociopolíticas e econômicas em um país de dimensão continental. Antes de tudo, constitui-se em exemplo da bravura e resistência da população sertaneja em um cenário de anacronismo que resiste ao tempo.

Fiel ao seu compromisso com as referências essenciais da nossa identidade, a Universidade do Estado da Bahia investe em capital intelectual, recursos e dedicação ao empreendimento de salvaguardar, com sistematicidade técnica e determinação política, a Memória e as marcas da Guerra de Canudos,  um dos mais importantes fatos da história do Brasil, ocorrido nos sertões da Bahia no final do século XIX.

A Uneb incentiva a pesquisa, cataloga, registra  e transcreve testemunhos, estimula estudos e cuida das riquezas daquele tempo, com o firme propósito de enriquecer o registro histórico, agregando-lhe a narrativa dos “vencidos”. Assim é que, desde 1986, a Universidade empreende, em múltiplas frentes, o resgate e a reconstituição de elementos físicos e simbólicos dessa epopeia nacional com iniciativas que contribuem  para a salvaguarda da Memória conselheirista, constituindo o Complexo Histórico- arqueológico de Canudos, formado por dois importantes equipamentos  : o Parque Estadual de Canudos – PEC e o Memorial Antônio Conselheiro – MAC.

O PEC compreende uma área de 1.321 hectares no município de Canudos, no nordeste da Bahia, teatro de acampamentos militares, da presença conselheirista e de violentos combates, abrigando valiosos sítios históricos, arqueológicos e antropológicos. Consolidado como “verdadeiro museu a céu aberto”, está demarcado, sinalizado e dotado de infraestrutura adaptada às condições locais.

 O Memorial Antônio Conselheiro foi criado pela Uneb, na nova Canudos, e conta com museu, biblioteca, jardim temático e auditório. Juntamente com o Parque, o Memorial recebe atenção especial da Universidade, sendo um estímulo à realização de pesquisas e ao incremento do turismo histórico, abrindo campo para produtivas atividades pedagógicas na área, o que beneficia estudantes e professores de toda a região.

O complexo esteve sob a responsabilidade do Centro de Estudo de Euclydes da Cunha – CEEC até o ano de 2003 e,  a partir desta data, a coordenação passou para o Departamento de Ciências Humanas e Tecnológicas – DCHT XXII, de Euclides da Cunha.

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