POR malcantara, 20 abr 2011, 19H12

Visita de deputada e jurista dinamarquesas fortalece relações com União Europeia

Carol Soledade
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação

 

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Britta Thomsen e Lourisvaldo Valentim: cooperação e intercâmbio. Fotos: Anderson Freire/Ascom

Realização de amplo seminário na UNEB, coordenado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PPG), para ampliar a participação da universidade no Sétimo Programa-Quadro, da União Europeia, considerado o maior em financiamento à pesquisa do mundo.

Esse foi um dos pontos destacados durante a visita da deputada do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, Britta Thomsen, e da jurista Jeanett Kiy, ambas dinamarquesas, à Reitoria da UNEB, no Campus I, em Salvador, na manhã de hoje (20).

Articulada pelo professor Alex Silva, do Campus XIX (Camaçari) da universidade, com o apoio do pró-reitor da PPG, José Cláudio Rocha (na foto home, ambos ladeados pelas dinamarquesas), a visita da deputada e da jurista pode ser o passo inicial para a assinatura de um convênio de cooperação e intercâmbio entre a UNEB e instituições européias em áreas como direitos humanos e energias renováveis.

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Gestores da universidade receberam visitantes

Recebidas pelo reitor Lourisvaldo Valentim, as dinamarquesas conversaram com membros do grupo gestor da universidade e conheceram um pouco da história da UNEB como instituição comprometida com a promoção de ações sociais e formadora de professores da educação básica, atuando em toda a Bahia.  

O reitor informou às visitantes que atualmente a universidade conta com cerca de dois mil professores, quase dois mil técnicos e cerca de 42 mil estudantes, e leva educação pública de qualidade para quase todos os municípios do estado com programas de ensino, pesquisa e extensão.

“Em primeiro lugar gostaria de agradecer pelo convite. Tenho muito interesse em ver como funciona o sistema universitário no Brasil e na Bahia. Trabalho como articuladora de possíveis convênios, e vislumbro aumentar a interação entre o Brasil e a União Europeia, principalmente por meio da troca de conhecimentos, papel das universidades”, declarou Britta.

Segundo José Cláudio, a UNEB realiza muitas ações em áreas que podem interessar as instituições europeias. “Hoje temos programas sociais a exemplo da Universidade Aberta à Terceira Idade (Uati) e pesquisas na área de energias renováveis e agricultura, por exemplo. Nossa produção científica é muito rica. Nossa dificuldade está, justamente, em conseguir estabelecer contatos com instituições de outros países”.

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O Plano Técnico de Articulação de Rede de Promoção dos Direitos da Pessoa Idosa (Plantar), projeto-piloto da Secretaria Especial de Direitos Humanos (Sedh), do governo federal, desenvolvido inicialmente na Bahia – sob a coordenação da UNEB –, Rio de Janeiro e Goiás, também foi lembrado por José Cláudio.

Ainda de acordo com o pró-reitor, a UNEB, por intermédio da PPG e da Assessoria Especial para Cooperação Internacional (Asseci), já vem prospectando parcerias com instituições da União Europeia (UE).

“Vamos aproveitar a ocasião e organizar um seminário, para o segundo semestre deste ano, com o intuito de discutirmos o Sétimo Programa-Quadro, para estimular a pesquisa e fortalecermos os laços com a União Europeia”, assinalou o reitor Valentim.

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Estudantes também participaram do encontro

Entusiasmada com a missão social e a multicampia da UNEB, a deputada dinamarquesa afirmou que levará ao conhecimento de países da UE relevantes ações realizadas pela universidade de largo alcance na sociedade, como a capacitação de centenas professores das redes municipais e estadual por meio de programas como Plataforma Freire (Parfor).

Percorrendo outros estados brasileiros, Britta Thomsen disse que participou também de seminário na Universidade Federal de Minas Gerais (Ufmg) e vai estar presente em reunião em Brasília para discutir possíveis convênios com o Brasil. Na Bahia, Britta e Jeanett Kiy estão conhecendo algumas instituições de ensino superior – e, ao serem informadas sobre grandes programas da UNEB, fizeram questão de conhecer in loco a maior universidade do Nordeste e Norte do país.

Para Alex Silva, a visita das dinamarquesas à UNEB possibilita que a universidade contribua para que uma maior interação entre a UE e o Brasil. “Eles estão sempre em busca de parceiros, para que haja um trabalho em rede, uma articulação mundial, e não apenas local. O objetivo é, fundamentalmente, atrelar laços comerciais com países como o Brasil”.

Estudantes do curso de Direito do Campus XIX da UNEB, integrantes do grupo de pesquisa que trabalha com direitos humanos, também conversaram com as visitantes sobre as relações da União Europeia e o Brasil.

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