POR Ascom/Wania Dias, 10 out 2016, 14H24

Pesquisadores discutem representação social e educação em evento internacional

Rafaela Landim
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação

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A mesa de abertura contou com membros da Equipe Central de Gestão Universitária e docentes da UNEB e de outras instituições

As representações sociais no campo da educação, seus marcadores de subjetividades, lacunas, perspectivas e caminhos metodológicos.

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Denise Jodelet (EHESS) ministrou conferência sobre a subjetividade na análise das representações sociais

Esses foram alguns dos temas que nortearam as discussões do VI Simpósio Estadual de Representações Sociais (VI SERS) e I Simpósio Internacional de Representações Sociais, Educação e Subjetividade (SIERS), realizado pela UNEB, por meio do Programa de Pós-graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC).

Pesquisadores de diversas universidades brasileiras e europeias participaram da programação do evento, que aconteceu entre os dias 5 e 7 de outubro, no Teatro UNEB, no Campus I, em Salvador.

A professora Denise Jodelet, da Ecole des hautes études en sciences sociales (EHESS), em Paris, ministrou a Conferência Subjetivada e (In)conclusiva: os marcadores da subjetividade na análise das representações sociais.

“As representações sociais são construídas a partir da nossa relação com os grupos sociais onde estamos inseridos. É preciso analisar a inserção do sujeito no campo da educação, como ele está enraizado na instituição, que é composta por um público diverso, de estudantes, pais, professores funcionários, e avaliar como esse conjunto de relações contribui para constituir uma subjetividade específica e como todos esses aspectos interferem na prática docente”, destacou Denise Jodelet.

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Jorge Jesuíno (Iscte - IUL) pontuou a importância das pesquisas sobre representação social desenvolvidas no Brasil

Outro destaque da programação foi o professor Jorge Jesuíno, do Instituto Universitário de Lisboa (Iscte – IUL), que proferiu a conferência Diálogos contemporâneos: lacunas e perspectivas em representações sócias e educação.

O docente destacou a teoria da representação social pontuando sua importância para a compreensão dos problemas pedagógicos, sobretudo na pedagogia do ensino superior.

“O Brasil vêm assumindo um respeitável espaço frente as discussões sobre as teorias das representações sociais aplicadas ao domínio da educação e pedagogia, com contribuições importantes tanto do ponto de vista teórico quanto prático”, ressaltou Jorge Jesuíno.

Programação diversificada

O simpósio reservou extensa programação com comunicações orais, mesas temáticas, sessões interativas de pôsteres, lançamento de livros e atividades culturais.

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Brígido Camargo relatou sua vivência como aluno do criador da Teoria da Representação Social, Sérgio Moscovici

O professor Brígido Camargo, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ministrou a conferência de abertura do evento sobre o tema Teoria ou paradigma das representações sociais? O pensamento de Sergio Moscovici.

“A Teoria das Representações Sociais é de suma importância para o campo da educação, da saúde, dos problemas sociais. A partir de conseguimos entender como as pessoas, sujeitos ativos, constroem conhecimento”, disse o docente, que na ocasião compartilhou com os presentes sua experiência enquanto aluno do professor e criador da teoria das representações sociais, Sérgio Moscovici.

A mesa de abertura do evento, presidida pelo coordenador do PPGEduC, professor César Leiro, contou com a presença de membros da Equipe Central de Gestão Universitária, e professores da universidade e de outras instituições.

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A programação do evento contou com atividades culturais

O evento foi coordenado pela professora Maria de Lourdes Ornellas, do grupo de estudos e pesquisas em Psicanálise, Educação e Representações Sociais (Geppe-rs) da UNEB.

A docente frisou que as representações sociais buscam compreender como a realidade constrói a leitura dos símbolos presentes no nosso cotidiano.

“As representações sociais estão articuladas com os aspectos cognitivos, sociais e subjetivos, a exemplo do afeto e do inconsciente. É possível que esse objeto de estudo revele a necessidade de o professor construir processos constitutivos, escapar da repetição em busca da criação e que a sua fala, seu afeto e estilo reflitam o que o aluno deseja aprender na sala de aula”, afirmou Maria de Lourdes.

Além do Geppe-rs, o Núcleo de Estudos em Afeto e Representação Social (Nears), e o Centro de Pesquisa em Educação e Desenvolvimento Sustentável (CPEDR) compartilham a realização do simpósio.

Confira mais fotos desse evento em nosso Flickr.

Fotos: Cindi Rios/Ascom


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