POR Ascom/Toni Vasconcelos, 24 nov 2015, 17H56

Seminário prossegue com homenagem ao centenário do historiador José Calasans

Toni Vasconcelos
Núcleo de Comunicação
Assessoria de Comunicação

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Realização da UNEB em parceria com importantes instituições, evento conta com diversificada programação

O ex-governador e professor Roberto Santos foi responsável pela conferência inaugural do seminário 100 Anos com Calasans, hoje (24) pela manhã, no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho, centro histórico de Salvador.

O evento integra uma série de atividades, iniciada em julho passado, em homenagem ao centenário de nascimento de José Calasans Brandão da Silva (Aracaju, 1915 – Salvador, 2001), um dos mais reconhecidos pesquisadores e historiadores da saga de Canudos e Antônio Conselheiro.

O reitor da UNEB, professor José Bites de Carvalho, dividiu a mesa de abertura com o coordenador-geral do evento, Luiz Paulo Neiva (UNEB), a presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB), Evelina Hoisel, o vice-reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Paulo César Oliveira, a diretora do museu anfitrião, Eliene Bina, entre outros convidados.

Ao saudar os participantes e os organizadores do evento, o reitor José Bites destacou a histórica relação da UNEB com Canudos.

“Já na década de 1980, a universidade ficou responsável pela gestão do Parque Estadual de Canudos, idealizado e implantado pelo professor Edivaldo Boaventura (aqui presente), nosso primeiro reitor. Depois, ganhamos o Memorial Antônio Conselheiro, equipamento que marcou o centenário da Guerra de Canudos”, lembrou o reitor.

Madalena Calasans, filha do historiador, agradeceu a homenagem, salientando que, “assim como José Calasans era baiano sem deixar de ser sergipano, ele era da UNEB, sem deixar de ser da UFBA”.

Realização conjunta da UNEB com a UFBA, Universidade Católica do Salvador (UCSAL), ALB e o museu, o seminário se estende até quinta-feira (26) com diversificada programação, incluindo mesas-redondas, exibição de documentários, exposição iconográfica e lançamento de livros.

O trabalho pioneiro de José Calasans Brandão da Silva incorporou a voz dos oprimidos, dos “vencidos”, do sertanejo à historiografia de Canudos. Suas pesquisas sobre o tema resultaram em consagradas obras, a exemplo de No tempo de Antônio Conselheiro (1959), Canudos: origem e desenvolvimento de um arraial messiânico (1974), Canudos na literatura de cordel (1984), Quase biografia de jagunços (1986) e Cartografia de Canudos (1997).

Fotos: Toni Vasconcelos/ASCOM


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