POR Ascom / Danilo Oliveira, 03 nov 2015, 15H15

Seminário promove debate sobre uso das tecnologias na educação e saúde

Danilo Cordeiro
Assessoria de Comunicação
Núcleo de Jornalismo

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Estudantes, professores e pesquisadores trocaram experiências durante o II STAES. Fotos: Juliana Cardoso/ASCOM

Criar um espaço para discussão e socialização das investigações que vem sendo realizadas, no cenário nacional e internacional, por especialistas das áreas de saúde, educação e tecnologia.

Esse foi o objetivo do II Seminário de Tecnologias Aplicadas em Educação e Saúde (STAES), realizado nos dias 26 e 27 de outubro, no Campus I da UNEB, em Salvador.

Na conferência de abertura do evento, o professor da Universidade Fernando Carvalho abordou o tema “Jogos, obesidade e farmacologia”. O pesquisador avaliou que em um futuro próximo os jogos eletrônicos devem ser mais valorizados, pela comunidade científica, como verdadeiros aliados dos tratamentos convencionais no combate à obesidade.

“Existem estudos que comprovam que os games associados aos tratamentos convencionais da obesidade resultam em uma maior autonomia do paciente. Entretanto, é fundamental que o trabalho de controle da doença seja feito com auxílio de um profissional de saúde”, destacou o docente, que coordenou o II STAES em parceria com a professora da UNEB Lynn Alves.

Ainda de acordo com Fernando, que é também coordenador do grupo de pesquisa Educação, Sáude e Tecnologias (Edusaut), sua equipe tem desenvolvido um projeto que tem como objetivo utilizar os jogos virtuais como método complementar no tratamento específico da obesidade infantil.

Trocas de experiências

A mesa de abertura do seminário contou com a participação do Assessor Especial para Projetos Estratégicos de Articulação da Educação Superior com os Territórios de Identidades do Estado da Bahia, professor Marcius Gomes, do coordenador do Programa de Pós-graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduc), professor César Leiro, e do pesquisador da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), César Vaghetti.

Ainda participaram da atividade os coordenadores do evento, professora Lynn Alves, que é também coordenadora do grupo de pesquisa da UNEB Comunidades Virtuais, e o professor Fernando Carvalho.

De acordo com Lynn, é essencial a criação de mais espaços para discussão e reflexão, entre estudantes, professores e pesquisadores, sobre as possibilidades que as tecnologias digitais oferecem para mediar os processos de ensino-aprendizagem.

“Com iniciativas como esta, criamos uma oportunidade para projeção de como a escola pode se tornar mais interessante e atraente para os alunos”, destacou a professora, salientando que só é possível “desenvolver e pensar área de games com diferentes interfaces, saberes e expertises”.

Professor da UFPel, César Vaghetti parabenizou a organização do II STAES pela proposta de promover o intercâmbio de iniciativas exitosas do uso das tecnologias digitais aplicadas à educação.

Pesquisas desenvolvidas na UNEB

Coordenadora do grupo de pesquisa Comunidades Virtuais, a professora Lynn Alves já capitaneou o projeto do “Gamebook”, mídia híbrida com elementos que misturam games e aplicativo book (livro com narrativa interativa), que tem como objetivo avaliar e estimular crianças que tem diagnóstico ou indicação do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O grupo já desenvolveu também jogos como o “Dois de julho: tower defense”, que visa ensinar aspectos importantes da independência da Bahia de maneira criativa e divertida, e o “Búzios: Ecos da Liberdade”, que insere os jogadores no período da Revolta dos Alfaiates (ou Revolta dos Búzios).

Além do Comunidades Virtuais, outras iniciativas na área são desenvolvidas por pesquisadores da UNEB, a exemplo do Projeto de Extensão para Reabilitação Equilíbrio Corporal, iniciado em 2007, que atende crianças, adultos e idosos que sofrem de tontura.

A ação é coordenada pela professora Glória Canto, do curso de Fonoaudiologia ofertado no Campus I da Universidade, e utiliza a ferramenta Kinect, do videogame Xbox, no processo de tratamento dos sintomas.

“O projeto foi criado para atender à crescente demanda por atendimento e para proporcionar um maior aprendizado aos discentes sobre novas alternativas de tratamento”, explicou a professora.

II Seminário de Tecnologias Aplicadas em Educação e Saúde (STAES) foi realizado em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), a Rede Brasileira de Jogos e Educação (RBJE) e o Grupo de Pesquisa Educação, Saúde e Tecnologias (Edusaut).

O evento contou também com o apoio dos Programas de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC) e em Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação (Gestec), ambos da Universidade.


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