POR Ascom/Wania Dias, 12 jun 2015, 15H07

Joaninha e óleos naturais podem ser solução para controle de pragas agrícolas

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Girlandia Miranda (destaque) alimentando as joaninhas no Laboratório de Entomologia da UNEB

As pequenas joaninhas foram objeto de estudo de uma pesquisa pioneira no Vale do São Francisco, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação Mestrado em Horticultura Irrigada (PPHI) do Campus III da UNEB, em Juazeiro.

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José Moreira orientou os mestrandos nas duas pesquisas

O experimento, desenvolvido pela mestranda da UNEB Girlandia Miranda, sob a orientação do professor de Entomologia da Universidade, José Osmã Moreira, buscou avaliar os tipos de dietas que podem ser utilizadas para a multiplicação da joaninha em laboratório, visando o controle sustentável das pragas.

Dentre as 15 espécies de joaninhas encontradas na região, a Hippodamia convergens foi a escolhida para o estudo devido a sua grande capacidade de reprodução. A pesquisa consistiu em analisar os aspectos biológicos da joaninha, utilizando diferentes tipos de alimentação que pudessem favorecer a multiplicação dessa espécie em laboratório.

De acordo com Girlandia Miranda, a meta é conseguir multiplicar o maior número de joaninhas em laboratório para que sejam levadas ao pequeno produtor. “O objetivo é controlar pragas de forma natural, sem uso de inseticidas ou acaricidas”, destacou a pesquisadora.

Produtos naturais podem controlar praga que ataca cebola

Outra importante pesquisa vem sendo desenvolvida no Campus da UNEB, em Juazeiro, pelo mestrando do PPHI, Márcio Ribeiro.

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Márcio Ribeiro substituiu agrotóxicos por óleos naturais

O estudo, realizado com a cebola sob cultivo orgânico, avaliou que produtos naturais podem controlar uma das principais pragas que atacam essa cultura, o inseto Thrips Tabaci, popularmente conhecido como piolho.

“Essa praga é uma grande preocupação para quem planta cebola, pois reduz a qualidade da hortaliça e a produção de sua safra. Para realizar o controle do inseto, o experimento substituiu agrotóxicos por óleos retirados de plantas e outros produtos orgânicos”, explicou Márcio.

A pesquisa também está sendo orientada pelo professor José Osmã Moreira. O estudo prático foi realizado no Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável (Caerdes) da UNEB.

“O objetivo é controlar o Thrips Tabaci de forma que não seja prejudicial ao homem, que não utilize agroquímicos e produtos que agridam o meio ambiente”, explicou Márcio Ribeiro.

*Com informações de Sheila Feitosa e Tamires de Lima, do Núcleo de Comunicação do DTCS/Campus III
Fotos: Sheila Feitosa, Tamires de Lima e Arquivo DTCS


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