POR Ascom / Danilo Oliveira, 14 jul 2014, 08H16

UNEB divulga Resultados do Censo Docente Uneb/2013

REPORTAGEM ESPECIAL

Toni Vasconcelos
Núcleo de Comunicação
Assessoria de Comunicação

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SEAVI apresentou os dados do levantamento aos gestores e equipe envolvida no trabalho nos 24 campi

Quase metade dos professores da UNEB, atuantes em cursos de graduação presencial regular, possui mestrado e um terço possui doutorado. Para os mais antigos na Instituição, esses dados certamente surpreendem positivamente, porque há pouco mais de dez anos a maioria de docentes na universidade tinha apenas graduação ou especialização em seus currículos.

Essa e outras informações importantes, como o número de docentes com algum tipo de deficiência, foram coletadas através do Censo da Educação Superior/Inep/MEC, realizado na UNEB entre os meses de fevereiro e abril deste ano, pela recém criada Secretaria Especial de Avaliação Institucional (SEAVI).

A partir desse levantamento –  uma exigência anual do órgão federal a todas as instituições de ensino superior do país –, a UNEB realizou o primeiro Censo Docente da universidade, cujos dados, a exemplo daqueles que revelam a titulação dos seus professores, devem lastrear a adoção de políticas nas esferas administrativa e acadêmica em todos os 24 campi.

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O coordenador da SEAVI, professor Ivan Novaes, está otimista quanto aos resultados apontados pelo estudo, uma iniciativa muito importante para balizar a tomada de decisão por parte dos gestores da UNEB.

“Estamos dando os passos iniciais no sentido de melhorar a qualidade de nossos cursos de graduação e pós-graduação. Toda a equipe que trabalhou no processo de elaboração e condução do Censo está bastante motivada, porque identificamos que a UNEB reúne hoje condições muito favoráveis para elevar o seu patamar nas avaliações sobre qualidade acadêmica”, destaca.

O professor Ivan Novaes acredita que, para atingir essa meta, a universidade  precisa reorientar alguns procedimentos de gestão. “São saltos gradativos que irão tornar a UNEB uma instituição de renome nacional. E posso garantir que a a Reitoria e sua Equipe Central de Gestão Universitária da UNEB está empenhada e trabalhando muito para isso”.

O ineditismo da ação foi comemorado quando os resultados do Censo foram apresentados pela SEAVI aos gestores e à equipe envolvida. A relevância do estudo que ajudará a desenhar os rumos da UNEB no curto e médio prazos foi enfatizada pelo reitor José Bites de Carvalho. “Hoje, podemos dizer, com tranquilidade e segurança, que temos os dados da universidade coletados com metodologia e consistência. A partir deste trabalho, vamos planejar e executar melhor as ações da nossa instituição”.

O coordenador da SEAVI reforça as palavras do reitor. “Não se faz gestão no escuro, no achismo. Precisamos das informações corretas para saber por onde devemos caminhar, sem desperdício dos recursos públicos”.

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Censos Discente e Técnico

Logo após a conclusão do Censo, a Equipe de Gestão já iniciou os preparativos formais para a participação da UNEB no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade 2014), também realizado pelo Inep/MEC.

A consistência dos dados apurados na universidade, explica o professor Ivan Novaes, reverterá em condições mais favoráveis na nota final da UNEB calculada pelo Inep, a qual inclui, além do Enade, o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de cursos (IGC).

Decidido a avançar nesse processo de “autoconhecimento” da UNEB pelos próprios unebianos – tarefa árdua e complexa considerando a vastidão geográfica e diversidade cultural da maior instituição multicampi do estado –, a SEAVI já vislumbra a realização dos primeiros Censos Discente e Técnico Administrativo da universidade.

“Para isso, precisamos organizar o processo e articular com os setores envolvidos. A gestão está começando, arrumando a casa, qualificando as equipes. Temos cerca de 37 mil estudantes e centenas de técnicos nos 29 departamentos. Não é simples sensibilizar um universo desse porte a participar espontaneamente de um censo”, avalia.

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O apoio que a Secretaria Especial de Avaliação Institucional vem obtendo de diversos setores da administração e dos departamentos da universidade aumenta a confiança do professor Ivan na viabilidade dessas propostas.

“Estamos contando com a inestimável parceria da Unidade de Desenvolvimento Organizacional (UDO), da Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PGDP), da nova Unidade Acadêmica de Educação a Distância (UNEAD), além das pró-reitorias de Graduação (PROGRAD), de Pós-Graduação (PPG), de Planejamento (PROPLAN), de Infraestrutura (PROINFRA) e de Extensão (PROEX), da Assessoria de Comunicação (ASCOM), da Secretaria Geral de Cursos (SGC), Sistema de Bibliotecas, dos departamentos, enfim, de vários parceiros. Todos estão firmemente envolvidos e compromissados”, afirma.

Processo vitorioso

“Consideramos o Censo um processo amplamente vitorioso para a administração e a comunidade da UNEB.” A afirmação do professor Ivan Novaes, declarada com a devida eloquência, dá o tom do entusiasmo que o coordenador e sua equipe vivenciam diante dos resultados do intensivo trabalho.

O docente acredita que o processo de elaboração e execução do levantamento, pelo êxito alcançado, pode servir de modelo para ações similares na UNEB e em outras instituições. Para ele, um dos maiores desafios que a SEAVI enfrentou foi rastrear e corrigir as inconsistências de dados existentes.

“Com a gestão iniciando e a pressão do tempo para cumprir o prazo apertado do Inep, conquistamos um grande feito, graças ao alto grau de envolvimento de todos”, conta.

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A primeira edição do Censo Docente da UNEB registrou um nível significativo de abstenção – fato que, segundo a SEAVI, não impede de se obter uma análise bem aproximada da realidade acerca desse segmento na universidade, ao se aplicarem critérios estatísticos de amostragem.

Alguns fatores podem ter contribuído para a abstinência de 52% dos docentes no censo: O início de uma nova gestão, informações ainda muito dispersas; diversas paralisações de categorias profissionais que afetaram o funcionamento regular da UNEB, e, conforme o professor Ivan Novaes, o incremento de uma nova cultura de lidar com informações e produzir sentido para elas.

O professor Ivan acredita que, na próxima edição do Censo, dentro de um contexto mais favorável, a participação dos docentes será maior. “A comunidade vai ver os desdobramentos efetivos desse trabalho, que estamos divulgando agora, e isso incentiva a participação”.

Outro importante alvo, esse fora dos campi unebianos, pode ser atingido pelos dados certeiros lançados no Censo da UNEB: os órgãos governamentais que respondem pela educação superior. “Esperamos que as informações levantadas possam sensibilizar os agentes públicos para as necessidades reais da nossa universidade”, concluiu o coordenador.

Acesse aqui a íntegra do Censo Docente da UNEB

Fotos: Deivison Fiuza/Ascom. Arte: Anderson Freire/Ascom


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