POR Ascom / Danilo Oliveira, 07 jun 2013, 18H39

Público lota lançamento do 1º longa-metragem do Ceec e WebTV

Vicente Andrade
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação

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Vice-reitora da UNEB, Adriana Marmori destacou a força e a relevância da mulher no fenômeno do cangaço

Pesquisadores, professores e estudantes de instituições de ensino superior (IES) do Brasil lotaram a Sala Walter da Silveira, localizada na Biblioteca Pública estadual, no bairro dos Barris, em Salvador, na noite de ontem (7), para prestigiar a sessão de lançamento do documentário Feminino Cangaço.

Lourisvaldo Valentim, reitor (UNEB)

Reitor Valentim: "O lançamento desse filme representa um marco para nossa universidade"

O longa-metragem, de cerca de 80 minutos, é fruto de parceria entre Centro de Estudos Euclydes da Cunha (Ceec), órgão suplementar vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PPG) da universidade em parceria com a WebTV, núcleo da Assessoria de Comunicação (Ascom) da universidade.

“É com grande satisfação que assistimos a uma grande produção como esta. O interessante é que o filme é capaz de retratar a feminilidade da mulher no cangaço, não só a sexualidade, e também sua força de intervenção no movimento”, destacou a vice-reitora da UNEB, Adriana Marmori.

A gestora foi entusiasta do projeto desde a sua concepção e apoiou o produto por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da universidade, enquanto pró-reitora.

O reitor da instituição, Lourisvaldo Valentim, parabenizou a equipe responsável pela produção do documentário e ressaltou que o longa-metragem é inovador e pode contribuir como acervo de pesquisa para interessados sobre as lutas históricas das mulheres.

“O lançamento desse filme representa um marco para nossa universidade. O professor Manoel Neto e a Ascom estão de parabéns pela produção desse documentário, obra inovadora e reveladora de aspectos pouco divulgados sobre o fenômeno do cangaço”, destacou Valentim.

Grande produção cinematográfica

Durante o evento, a equipe de produção do filme agradeceu pela presença dos cerca de 300 espectadores que prestigiaram a sessão e apresentaram o projeto do documentário aos presentes.

“Este é um momento de muito orgulho para a universidade. O longa oferece a oportunidade de refletir sobre o público feminino no cangaço que, com certeza, contribuiu para a formação de movimentos sociais femininos que cada vez mais ocupam espaço na sociedade”, destacou o coordenador do Ceec, Manoel Neto, que dirigiu o filme em parceria com Lucas Viana (WebTV).

Manoel Neto, diretor do filme e professor

Manoel Neto: "O longa oferece a oportunidade de refletir sobre o público feminino no cangaço"

De acordo com a coordenadora da WebTV, Qhele Jemima, a produção do filme demandou grande trabalho de pesquisa e elaboração: “Esperamos que o lançamento deste primeiro longa-metragem sirva de estimulo para a produção audiovisual da UNEB”.

Segundo o diretor-geral do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), Pola Ribeiro, o documentário foi preciso em retratar aspectos pouco conhecidos pela sociedade sobre o fenômeno do cangaço.

“A equipe que produziu o filme está de parabéns, pois fez um resgate histórico das mudanças que as mulheres conseguiram provocar no cangaço. Já estou conversando com os produtores do filme para exibi-lo ainda este ano em forma de minissérie, para ter melhor desempenho na TV”, revelou Pola.

A sessão de lançamento foi prestigiada pela pró-reitora de Extensão (Proex) da UNEB, Manuela Barreto, pela neta de Lampião e Maria Bonita, Vera Ferreira, e pelos pesquisadores Antonio Amaury, sócio fundador da União Nacional de Estudos Históricos e Sociais (Unehs), Rosa Bezerra, Germana Araújo e Luiz Ruben.

O filme conta com coprodução do laboratório audiovisual Épuras e apoio das Pró-Reitorias de Graduação (Prograd) e Extensão (Proex) da universidade e da Diretoria de Audiovisual (Dimas) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), instituição vinculada à Secretaria estadual de Cultura (Secult).

Projeção nacional

Diretor do filme, Lucas Viana considera que o trabalho em conjunto empreendido pela equipe foi fator fundamental para a finalização do filme e antecipou que o documentário será exibido no interior do estado.

Tamires Lima, designer

Tamires Lima: "Documentário esclarecedor sobre o papel da mulher no cangaço e suas influências"

“O trabalho em equipe foi muito importante para este momento de conquista e comemoração. O filme foi elaborado em um ano e meio e todos que participaram contribuíram de alguma forma. Antes de disponibilizar o vídeo, vamos rodá-lo pelos campi da UNEB”, antecipou Lucas.

O projeto conta com filmagens nas cidades de Salvador, Paulo Afonso, Recife (PE), Aracaju (SE), São Paulo (SP), Piranhas (AL), além de visita a Grota do Angico, local da morte de Maria Bonita e Lampião.

A designer Tamires Lima assistiu ao longa e destacou que o filme agrega visões e saberes sobre a participação da mulher no cangaço.

“Gostei muito do filme. É um documentário esclarecedor sobre o papel da mulher no cangaço e suas influências. As histórias do cangaço sempre ficam muito voltadas apenas para o bando de lampião e este filme nos mostra outras perspectivas dos acontecimentos”, avaliou Tamires.

De acordo com os participantes do projeto, o longa-metragem também deve ser exibido, ainda neste ano, em cidades como Canudos, Recife, João Pessoa (PB), Rio de Janeiro (RJ), Serra Talhada (PE) e Aracaju.

Fotos: Cindi Rios/Ascom

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