POR Ascom/Toni Vasconcelos, 07 jun 2013, 18H42

30 ANOS: PARABÉNS, UNEB! Comunidade unebiana divulga mensagens

Assessoria de Comunicação

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O selo "UNEB 30 Anos" é criação do pró-reitor Djalma Fiuza (Proinfra). Imagens: Anderson Freire/Ascom

Estas são as mensagens que a Assessoria de Comunicação (Ascom) da UNEB recebeu de membros da comunidade unebiana em homenagem ao aniversário de três décadas na universidade:


“Vejo como um presente de Deus poder concluir nossa gestão no mesmo ano em que a UNEB celebra seu Jubileu de Pérola. Esta instituição, tão preciosa, quase sagrada, para tantas pessoas, que tanto bem fez e continua fazendo para baianos e não baianos nestes 30 anos, é realmente uma grande honra para mim estar à frente desta potência transformadora chamada UNEB. Aproveito este momento especial para, mais uma vez, reafirmar meu compromisso com esta instituição e com todos os membros desta maravilhosa comunidade acadêmica. E agradecer, agradecer do fundo do coração, a todos os que nos apoiaram, os técnicos administrativos, os estudantes, os professores, os gestores, os colaboradores, enfim a cada um, a cada uma de vocês, nos 24 campi, que deram a sua contribuição para o crescimento e melhoria desta universidade. Parabéns, UNEB! Parabéns, comunidade unebiana!”

Lourisvaldo Valentim
Reitor

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“UNEB : 30 anos de história e compromisso social. Nascida para atender à demanda de ensino superior publico e gratuito da população baiana, a UNEB se firmou no estado enquanto universidade plural, dinâmica e cidadã, basicamente por sua capilaridade multicampi e seus princípios democráticos e de inclusão social. Desterritorializada, presente onde o povo está. No interior, nas cidades, nos bairros, nos assentamentos, no campo, nas comunidades, rompendo as barreiras da centralidade das grandes metrópoles, desenvolvendo o ensino, a pesquisa e a extensão. Tal característica a torna diversa e ressalta a sua grande riqueza: ser comprometida socialmente com o desenvolvimento do estado. Educadora por natureza , os números atuais expressam sua atuação em 405 municípios baianos envolvendo mais de um milhão de pessoas, o que evidencia seu poder de mobilizadora de massas, construtora de redes, produtora e difusora de ciências e tecnologias em todas as áreas do conhecimento, tais como educação, saúde, meio ambiente, trabalho, arte, cultura, comunicação e direitos humanos. O povo, participa de sua vida. As comunidades acadêmica e externa, com seus múltiplos olhares, problemas, desafios sociais, políticos e econômicos, tendo os 29 departamentos como protagonistas, vão tecendo uma relação dialética e de confiança. Se é para implementar políticas afirmativas, a UNEB faz; se é para tornar a educação cada vez mais acessível em todos os níveis, a UNEB faz; contribui com a formação docente, a alfabetização de jovens e adultos, educação do campo, educação indígena, educação profissional,educação a distância. Se é para trabalhar com grupos sociais vulneráveis, orientar as cooperativas populares, executar projetos de justiça , cidadania e saúde, a UNEB faz. Um fazer acadêmico qualitativamente referenciado e legitimado. Dada a qualificação e atuação competente dos seus 2.071 docentes, do comprometimento e dedicação dos seus 1.523 técnicos administrativos e da postura crítica e de luta constante dos seus 37.336 estudantes. O trabalho intenso e coletivo, somado ao sentimento de pertencimento e defesa da UNEB, repercute de forma positiva na avaliação dos cursos de graduação, na criação e funcionamento de 196 grupos de pesquisas, na execução de 750 ações extensionistas e na sustentação da pós-graduação enquanto espaço vivo de qualificação profissional, de produção de pesquisas e de novos saberes. Grande em sua ação acadêmica, a UNEB segue em frente! Muitos desafios dão a tônica da luta para a UNEB manter-se viva, visível e desenvolver-se cada vez mais. Para isso, é necessário mais investimento público e autonomia, condições importantes para uma gestão universitária descentralizada e participativa, voltada principalmente para a melhoria de sua infraestrutura física, expansão de novos cursos de graduação, implantação de mestrados e doutorados, com condições de pesquisas em regiões interioranas do estado, assistência estudantil forte que garanta a permanência dos estudantes até a conclusão de seus cursos, consolidação da política de valorização dos técnicos administrativos, criação da política de fixação e qualificação permanente dos docentes, devido às suas itinerâncias. Considerando que uma sociedade justa e igualitária se faz a partir da educação de todos(as) os(as) cidadãos(ãs) e de políticas públicas voltadas para tais, a UNEB é hoje estrategicamente a instituição pública que mais se aproxima dos desejos coletivos de uma educação democraticamente acessível e qualitativamente referenciada e que poderá contribuir muito mais para uma emergencial transformação social e consequente melhoria da qualidade de vida das pessoas. Portanto, seus 30 anos são dignos de comemoração. Reconheçamos sua relevância e batamos no peito orgulhosamente e com alegria, afirmando: ‘Fazemos parte desta história!’.”

Adriana Marmori
Vice-reitora

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“Há coisas que todo mundo diz e vira clichê. Palavras sempre repetidas como frases de efeito com o defeito ou a qualidade da verdade, que constroem, dignificam, alegram, reavivam. A gente, meninos e meninas acanhados, quando se apercebe tal qual bezerro pisado, no curral do mundo a penar é porque compreende que o cabo da enxada tem outra utilidade, conforme música a insinuar. Apesar de ser Raimundo, é rima e solução, também Sodré(s), Portugal, Boaventura, Dantas, Soares, Mendes, Anjos, Sacramento, Silva e mais um mundo de gente não só professor, reitor e compositor, que não daria para falar aqui, que pena. Gente conhecida, que muita gente nunca ouviu dizer que existe. Talvez um cordel de Bule Bule, uma rima de Cuíca de Santo Amaro, um aboiado de boiadeiro de nossos sertões, um samba de roda, uma reza de rezadeira, uma bênção de benzedeira ou luzes de encantados, poderiam explicar a alegria do que é transformar e ver-se transformar. Andar com ginga, com tambor, com o instrumento de uma corda só é prenúncio do multiplicar inteligente. Em 30 anos de andanças, hoje em toda a Bahia, pouca gente imagina o quanto de milhões de pessoas a aniversariante em Jubileu de Pérola já transformou, formou e construiu. Fez tudo com o encantamento de quem conhece as diversidades, por isso efetivou. Ela vive no mundo, feito passarinho, que cisca e voa, cruzando polos de baianidades, compreendendo e sendo compreendida, amando e sendo amada, armada com verbo e giz. Desamassando a massa, ajudando a fazê-la, ver-se e ser vista em suas formas e conteúdos, antes em parte escondidos pela repressão da falta do pão do pensar sistematizado, ela cumpri sua missão. O reprimir é a arma de gente coitada, que nunca imaginou que todo mundo sabe pensar. É feito coisa de gente invejosa, preconceituosa, que mente para si mesmo e acredita em sua própria armação. Do litoral ao sertão; de norte a sul; de leste a oeste em todos os cantos e recantos da Bahia, dentro e fora de nosso país festejam-se o Jubileu de Pérola em diversas línguas, sotaques e falares, credos, símbolos e expressões. Em vivas a esta moça cheia de filhos e filhas de todas as idades, que além da maternidade possui toda beleza, sugiro brindes, buquês, oferendas, fogos, zoadas, loas, hinos, cânticos, preces, louvores e carnavais. Tudo o mais que for expressão de bondade e de beleza para festejar a idade do fogo e do prazer, que ela acaba de completar com a promessa de que o clímax e o desejo serão mais fáceis e ainda criteriosos. Sempre territorializando o mundo com respeito ao outro na certeza de um devir ativo, um vir a ser de gozo. Parceira do Velho Chico; do Carinhanha; do rio de Ondas; de Contas; do rio Grande; do Itapecuru; do Pardo; do Camurujipe; do rio Cochó e do Paraguaçu. Com todos já se banhou em outros aqui que não há como citar. Nunca traiu, pois sua relação é de moça livre, parideira e desimpedida a semear filhos como polens levados por beija-flor, criando aqueles que se encantam com o seu cantar. Baiana de etnia e cor, do quilombo do Cabula faz soar o seu tambor. Suas jaqueiras quase sempre seculares testemunham o passar dos anos, sombreiam todos dali num bailar de letras, fórmulas e números, cúmplices do eterno fazer e refazer, que ninguém melhor que as jaqueiras sabem contar. Nunca se sabe que presentes a moça gigante e audaz irá receber em seu trigésimo aniversário. Ela, acostumada a conferir títulos, formar e transformar poderia ter de nós um justo e perfeito festejo, a agarrar-lhes de beijos públicos, rasgados, despudorados. Nossos peitos estampados em brasões a exibir nosso orgulho por ajudar neste 1º de junho a acender e ascender as 30 infinidades de velinhas e cantar da fé de Exu, Jeová, Jesus, Alah, Krishna, todos os outros, Deus, Xangô, Ogum e Oxalá, parabéns, UNEB! Por isso, vale o clichê velho e desgastado, mas verdadeiro, visto, revisto e repetido: parabéns para você, minha UNEB querida! Vamos festejar os 30 anos da UNEB. Abrace e beije quem estiver do seu lado! Grite, declare amor à UNEB.”

Gildeci Leite
Diretor do DCHT/Campus XXIII (Seabra)

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“A cada ano, busco no passado todos os momentos que fazem parte da minha vivência neste Departamento de Educação do Campus XIII. A trajetória de assumir a função de digitadora há nove anos, depois nomeada secretária da direção, a oportunidade de coordenar vários vestibulares e, o mais importante, de receber a coroa de Pedagogia, que foi construída com muito esforço desde o dia da prova do vestibular até o último dia de aula. Vivi tempos difíceis como funcionária e aluna desta universidade, uma vez que, ao contrário de hoje, não tínhamos sede própria, equipamentos insuficientes… Enfim, a busca incessante, as caminhadas longas, o cansaço, valeram a pena! Dentro de mim, existia a certeza de que UNEB faria a diferença na minha vida e na de meus colegas, assim como é visível a mudança na comunidade de Itaberaba e de todos os que fizeram parte desta história. Não posso deixar de parabenizar a minha querida UNEB pelos seus 30 anos de vitórias.”

Kaliandra Sampaio dos Santos
Secretária da direção do DEDC/Campus XIII (Itaberaba)

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“Um visionário teve um sonho. Sonho que se sonhou junto, virou realidade… 30 anos de UNEB! Nosso sonho, nosso trabalho, constroem uma universidade cada vez melhor. Juntos na busca do objetivo comum.”

Jorge Glauco Nascimento
Professor adjunto do Curso de Urbanismo do DCET/Campus I (Salvador)

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“Quando cheguei era apenas um garoto em busca de trabalho com sonhos e esperanças através do caminho. Longas viagens vieram, intermináveis. Formação, titulação, muito trabalho, novos centros de pesquisas e responsabilidades. Hoje os sinais do tempo começam a aparecer. Os desafios continuam e novas esperanças se fazem presentes em caminhos cada vez mais velozes. Se os sonhos não desfalecem por serem eternos, eternos também serão os nossos sentimentos. Com gratidão, agradeço.”

Lazaro Nonato de Andrade
Professor titular do DCET/Campus I (Salvador)

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“Parabéns, comunidade unebiana pela universidade que construímos! Chegamos onde estamos pela força das pessoas que construíram e constroem a nossa UNEB!”

Marcelo Ávila
Pró-reitor de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PGDP)

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“A UNEB e eu. Nós estávamos à procura, e nos encontramos. Ela queria alguém competente, eu queria um porto seguro. No início, tudo eram flores. Depois de alguns anos, briguei com ela. Afastei-me por dois anos. Pensei em nunca mais voltar. Ela não me valorizava como eu precisava. Mas acabei voltando. Eu também fui amadurecendo e fui percebendo que ela me completava. Dei a ela muito de mim, mas eu ainda poderia dar mais. E comecei a dar mais. Foi só aí que percebi que, quanto mais eu dava, mais eu recebia. E o céu ficou azul. Ela, hoje, tem 30 anos, e faz 23 que a minha vida se emaranhou na dela. Eu nunca pensei que fosse fazer-lhe uma declaração como esta, mas, lá vai: UNEB, você é muito importante para mim!”

Cristina da Silva Cunha
Professora do Curso de Relações Públicas do DCH/Campus I (Salvador)

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“A UNEB completa 30 anos e nada melhor que homenageá-la com os melhores depoimentos e declarações de carinho… São três décadas de história, conquistas e vitórias! Hoje eu me orgulho em dizer que eu faço parte da história da UNEB e a UNEB faz parte da minha história, faz parte da minha vida. Diariamente dividimos seus espaços, são servidores, terceirizados, alunos e comunidade, cada um com sua história de vida, me traz muita alegria em dizer que a UNEB é uma das mais importantes instituições brasileiras de ensino. E eu tenho mais orgulho em dizer que meu curso ficou na primeira colocação no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Bahia e na terceira posição no país. Não só a UNEB está de parabéns, todos estão de parabéns por trabalharem constantemente com o objetivo do sucesso desta instituição.”

Rafaela Araújo
Estudante do Curso de Direito/Campus I (Salvador)

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“Por que a UNEB é a Universidade do Século XXI: 1 — porque é fruto da visão estratégica de um grupo de intelectuais, liderados pelo professor Edivaldo M. Boaventura, que criou uma instituição em rede a partir de faculdades isoladas, quando poucos sabiam que esse seria o modelo de gestão na sociedade do conhecimento; 2 — porque traz na relação direta com a sociedade e na responsabilidade social a sua forma de fazer pesquisa, ensino e extensão; 3 — porque aposta na ecologia de saberes, isto é, na articulação do saber cientifico com saberes leigos, populares e tradicionais; 4— porque garante o acesso à educação de qualidade às classes populares e a grupos vulneráveis através de ações afirmativas; 5 — porque, para além da rede, propõe uma nova institucionalidade que aponta para a democracia e para a cidadania ao assumir a contextualização do conhecimento e a participação de cidadãos e cidadãs e/ou comunidades como coprodutores do conhecimento; 6 — porque é uma instituição defensora dos direitos humanos; 7 — porque combate as assimetrias intra e inter-regionais, ampliando a base científica e tecnológica no interior do estado; 8 — porque articula o global com o local sem descaracterizar a diversidade regional e cultural das comunidades; 9 — porque defende a inovação e o empreendedorismo como processos fundamentalmente participativos; 10 — porque está além de uma concepção tradicional de universidade.”

José Cláudio Rocha
Pró-reitor de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação (PPG)

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Uma breve pausa…
Para descansar da leitura, assista agora a um rápido vídeo que fizemos para marcar esta data:


Produzido pela WebTV.UNEB/Assessoria de Comunicação

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Há dez anos, nos primeiros dias de abril, eu chegava a Euclides da Cunha com o desafio de lá implantar a UNEB. Não havia prédio, professores, perspectivas. Cheguei com as mãos vazias e a cabeça fervilhando de ideias, pronto para a experiência de começar começando e embalado pelo pensamento destemido de Victor Hugo. Em dois meses superamos os óbices iniciais. Com a arrojada participação do prefeito Renato Campos, adaptamos um prédio com uma sala de aula, secretaria acadêmica, biblioteca. Era o início de uma infraestrutura física que, mais tarde, se ampliou para salas confortáveis, laboratório de informática, modesto auditório e instalações e equipamentos que lhe foram agregados, ano após ano. No início de maio, reunimos os alunos e colocamos na lousa a frase emblemática de Victor Hugo: ‘Seja como um pássaro que por instantes pousa em galhos fragílimos, sente que o galho verga, mas no entanto canta, sabendo que tem asas’. Pactuamos um calendário com aulas suplementares, horários pouco agradáveis, tudo isso para iniciar e não perder o semestre. Ao mesmo tempo, tratou-se de proceder à seleção dos professores substitutos. Esse início repleto de incertezas, perplexidades e também disposição a enfrentar e vencer desafios somente foi exitoso graças à dedicação completa de Alexandre Caramelo e de Marta Roselange. Ele cuidando das questões administrativas e Marta — uma gigante — em três turnos implantando a estrutura acadêmica, sem descanso, sem reclamos, sem esmorecimentos (até hoje, nunca consegui entender a saída dela do departamento). No final de maio já tínhamos o básico. Tínhamos, também, um time de abnegados professores contratados: Dulcinéia Sabino, Patrícia Lessa, Leandro Freiberg, Edna Bitelbrunn, Ivete Lacerda, Márcio Dants (visitante) e Cleide Alecrim — do time inicial, esta é a única que permanece com galhardia, palmilhando semanalmente 640 quilômetros em estradas pouco seguras e confortáveis. Chegou o dia 2 de junho: finalmente, a abertura. Todas as falas reportavam o esforço ingente e bem-sucedido de instalar a UNEB em Euclides da Cunha em apenas dois meses de preparativos! Falava-se da importância estratégica da universidade na região. Na lousa inscrevia-se novamente aquela frase e Victor Hugo nos acompanhava e inspirava. Todos cantavam, pois sabiam que tinham asas. As lágrimas deslizavam nas faces emocionadas. Foi apenas um começo. Novas batalhas seriam travadas. Era imperativo afirmarmos o caráter de uma universidade pública e de qualidade, localizada em uma das regiões mais pobres do país. Nos sertões de Canudos, onde se travou no passado uma guerra fratricida entre os despossuídos e a elite militar do Brasil. Guerra que ainda hoje continua. Agora, contra a pobreza e a desigualdade. Não nos contentávamos com apenas o Curso de Letras; era preciso avançar com o Topa, UPT, AJA, Uati, Inclusão Digital. Era palavra de ordem participar da vida da cidade e da região, re-valorizar os Kaimbé, avançar na preservação da memória e da história de Canudos, viabilizar novos cursos. Já no final do decênio foi implantado o Curso de Agronomia, com um projeto político-pedagógico marcado pela ousadia de firmar o paradigma da convivência com o semiárido. Esse importante passo, entretanto, não era o suficiente. Encontra-se já em fase de concepção o Curso de Direito e novos cursos deverão vir! É permitido sonhar, é indispensável realizar. Quem sabe, um dia nos transformaremos em uma universidade: a Universidade do Sertão. Tive o privilégio de coordenar a primeira fase da implantação do DCHT/Campus XXII até o final de 2005, quando fui convidado pelo magnífico reitor Lourisvaldo Valentim a assumir um novo desafio, o de implantar a Pró-Reitoria de Planejamento da UNEB. Fui embora, sem nunca ter esquecido Euclides. Não esqueci os novos colegas que naquele período se incorporaram à luta: Nelson Nascimento, Ivete Teixeira — que tanto colaborou comigo e me sucedeu com brilhante sucesso e conquistas —, Ieda Fátima, Jonathas Conceição (chamado precocemente aos céus), Léa Santana, Maria Cezarela, Suane Vasconcelos, Andréa Mascarenhas e o colaborador José Luís Bulcão. Jamais me esqueci dos alunos extremamente responsáveis, lutadores e obcecados pelo saber, com os quais entabulávamos um diálogo franco e carregado de amizade. São tantos que, para não correr o involuntário risco do esquecimento, nominarei três apenas: Analício, também chamado precocemente ao convívio celeste, Rone Costa — incansável na representação discente — e Edilane Duarte, aluna exemplar que, graduada e pós-graduada, retorna à casa para o desiderato de formar gente. Impossível esquecer os abnegados técnicos administrativos, que, tantos que são e para homenageá-los além dos já citados, Marta e Alexandre, agrego em nome dos demais Ada Carvalho, Jane Maré e Luciano Macedo. É igualmente indispensável consignar o apoio do prefeito Renato Campos, já mencionado, bem como da prefeita Rosângela Abreu e da prefeita atual, Fátima Nunes. Jamais esqueceria a dignificante homenagem da Câmara Municipal de Vereadores, que, por iniciativa do vereador Bolivar, honrou-me com o título de Cidadão Euclidense, distinção que envergo com justificado orgulho. Conquanto fisicamente afastado do departamento, acompanhei de perto e com atenção as suas conquistas, lideradas pela professora Ivete Teixeira, com a inserção de novos e competentes professores, funcionários, novos programas, tantos desafios superados e excelentes avaliações públicas, inclusive a do Enade. Esse vigoroso repertório de êxitos continua, agora sob a liderança significativa do professor Edson Lima, mantendo conquistas com a marca da expansão universitária, destacando-se o Curso de Agronomia e os que virão, mas sobretudo atento, sempre, ao trato fiel com a sociedade e o compromisso indeclinável com a autonomia universitária. Todos estão de parabéns. Neste aniversário, temos muito que comemorar. Na oportunidade em que relembramos o muito que foi realizado, inspira-nos a determinação de manter inexoravelmente o compromisso com o futuro. Fato relevante a constatar é que, neste mês de junho, a UNEB inicia as comemorações dos seus 30 anos de fundação e relevantes serviços prestados à Bahia. Tenho absoluta certeza que Euclides da Cunha se insere no rol das celebrações, oferecendo os seus 10 anos como parte da efeméride unebiana. Finalizo agradecendo a todos e a todas pelo privilégio de ter participado dessa caminhada do departamento em Euclides da Cunha, que marcou definitivamente a minha vida.”

Luiz Paulo Neiva
Pró-reitor de Planejamento (Proplan)

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“Meus 26 anos na UNEB: trajetórias entrecruzadas. Dentre os caminhos que escolhi, os mais significantes foram aqueles em que pude encontrar um sentido para continuar a caminhada. Em meu percurso na UNEB participei e participo de atividades de ensino (graduação e pós-graduação), pesquisa e extensão, acompanhando assim o crescimento da instituição ao longo de sua existência. Fruto deste caminhar, ganhei uma percepção ampliada da UNEB através de duas outras vias: o mapa cartográfico e o mapa cultural, os quais sinalizam diferentes e ricas realidades/identidades que, em suas veredas, se abrem unas e múltiplas, como um rio e seus afluentes. Neste caminhar tive contatos significativos com colegas, estudantes e funcionários e que foram enriquecendo a minha trajetória pessoal e profissional. Assim, esse entrecruzar de trajetórias, ou seja, os meus 26 nos 30 anos de existência da UNEB, significa crescimento e amadurecimento. Neste período acompanhei uma instituição repercutir e impactar positivamente no mapa da Bahia, nos seus diferentes territórios e identidades como uma verdadeira síntese da Bahia.”

Celeste Maria de Andrade
Professora do Curso de História do DEDC/Campus II (Alagoinhas)

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“Quando entrei na UNEB em 1987, não imaginava que ficaria tanto tempo. A universidade era nova, tinha um público-alvo restrito e muitas carências. O tempo foi passando e com o trabalho de muitos colegas (professores, funcionários e gestores) as coisas foram se transformando e melhorando. A UNEB cresceu e se fortaleceu. Tenho orgulho de fazer parte desta história e de ter contribuído para esse crescimento. Foi um prazer, com muitos ‘causos’ e momentos de luta e de alegrias. Tem valido a pena! Parabéns, companheiros! Uma instituição forte e respeitada se faz com pessoas talentosas e dedicadas. Esta festa é nossa!”

Valter José Cruz
Professor do DCET/Campus I (Salvador)

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“Minha história de vida está bem atrelada à UNEB. Cheguei em 2004 no Campus VI da UNEB, em Caetité, cheia de expectativas para cursar Geografia. Durante os quatro anos da graduação, vivi intensamente cada dia construindo junto, com minha história e de muitos colegas, um pouco da trajetória da Geografia no campus e na Bahia. Além de discente, fui estagiária pelo Projet e técnica administrativo (Reda), funções das quais tenho muito orgulho do aprendizado adquirido e da contribuição ao longo dos anos dedicados a esta instituição. Tenho na UNEB grandes amigos, muitas chegadas e despedidas, muitas recordações e saudades. Mas, acima de tudo, o reconhecimento da importância da UNEB na minha vida enquanto cidadã e profissional da educação. Sou professora da rede municipal de Salvador e da rede estadual e não me canso de dizer: para mim não existe ex-unebiano; eu sou UNEB, porque assim me sinto, porque assim o sou.”

Tatiane Fróes
ex-Técnica administrativa do Campus VI (Caetité)

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“Pouco tempo estou na UNEB (quase 3 anos), contudo, o bastante para reconhecer a identificação que tenho com esta universidade. Não tive a oportunidade de acompanhar estes primeiros 30 anos, mas tenho a esperança de fazer carreira aqui, e certamente ter o orgulho de escrever outros depoimentos no seu jubileu de ouro, de diamante… Parabéns, UNEB! Parabéns às anteriores e à atual gestão! Sucesso! E que venham os próximo 30 anos!”

Raimundo Nonato Lima Filho
Professor auxiliar do Curso de Ciências Contábeis do DEDC/Campus VII (Senhor do Bonfim)

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“Nunca me esqueço do primeiro dia em que entrei como efetiva na UNEB; depois de trabalhar por quase sete anos como cargo de confiança, foi muito gratificante saber que eu, a partir daquele momento, poderia contribuir muito mais com ela, por ela e em nome dela. Parabéns por estes 30 anos a todos(as) que fazem a nossa instituição ser melhor a cada dia.”

Manoela Martins de Andrade
Técnica universitária do Núcleo de Arte (Nart) da Pró-Reitoria de Extensão (Proex)

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“30 anos na construção do conhecimento. Felicitamos a UNEB e toda a comunidade universitária pelos 30 anos. Os números demonstram o tamanho e a importância da instituição: 2.053 professores, entre efetivos e em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda); cerca de 30 mil alunos; e mais de quatro mil técnicos administrativos, distribuídos em 29 departamentos e 24 campi por todo o estado. É a unidade dessas forças que faz a história da UNEB e luta pela qualidade em ensino, pesquisa, extensão e atuação socialmente referenciada. Os docentes e a instituição são responsáveis pelo protagonista na formação de centenas de profissionais por ano, disseminando conhecimento a todas as regiões da Bahia. Juntos, professores e UNEB desempenham a missão fundamental de sociabilizar o saber nas mais longínquas localidades do interior do estado, sendo um dos berços da produção intelectual, da difusão do conhecimento científico, artístico e cultural baiano. Que nos próximos anos possamos unir nossas lutas e continuar a construção de um sólido caminho para a educação pública superior.”

Diretoria da Associação dos Docentes (Aduneb)

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“Sou a funcionária mais velha do Campus VI, em Caetité, já com meus 31 anos de trabalho. A UNEB de Caetité tem muito a agradecer ao nosso querido monsenhor Antônio Raimundo dos Anjos, hoje ouvidor da universidade. Ele foi o mentor do desenvolvimento do nosso campus e com ele caminhei desde o primeiro dia de funcionamento das nossas atividades. As salas eram emprestadas de um colégio (IEAT Fundamental e Médio) e, para funcionar, precisava de uma biblioteca. Foi aí que o padre Raimundo (padre na época) doou a sua biblioteca particular para que o primeiro curso funcionasse. Eu organizei a biblioteca através da catalogação manuscrita em livros de ata para que os mesmos não se perdessem ao longo do tempo. De tudo eu fazia um pouco. A luta não parou aí, através de campanhas de doações pelos prefeitos da nossa região, promovidas por monsenhor Raimundo dos Anjos, a unidade teve a sua sede própria. Meu marido, José Barberino da Silva Neto, era o companheiro de muitas viagens feitas às regiões de Mortugaba, Jacaraci, Licínio de Almeida e outras para angariar doações. Do gabinete de cada prefeito, o monsenhor nunca saía de mãos vazias, trazia sempre uma promessa, promessas que eram todas cumpridas e, se havia um esquecimento por parte do doador, ele ligava e cobrava sem receio algum. Hoje temos o prédio antigo, onde funcionam os laboratórios, e outro prédio com as salas de aula e a administração. A bandeira da nossa UNEB Caetité é erguida em homenagem ao monsenhor Antônio Raimundo dos Anjos. História que muitos alunos, principalmente os novos, não conhecem. O campus, na verdade, deveria ser chamado pelo nome do criador e edificador.”

Maria Celeste Neves Silva
Assessora da direção do DCH/Campus VI (Caetité)

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“A UNEB é o lugar onde um grande encontro se dá. Entre dores e alegrias, crises e superações, entre o que é e o que será, a UNEB é acima de tudo um espaço onde o conhecimento se faz pela pluralidade. A UNEB é o lugar onde se dá o encontro de cada um de nós com uma história que se constrói, que se faz e se refaz continuamente. Parabéns a todos os colegas docentes, a todos os servidores técnicos administrativos, a todos os estudantes! Parabéns à UNEB por estes 30 anos de história e de vitórias, que a conduziram ao patamar de ser a universidade de toda a Bahia.”

Otávio de Jesus Assis
Professor do DCHT/Campus XXI (Ipiaú)

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“Fiquei muitíssimo interessada quando da proposta de falar um pouco da UNEB. Falar um pouco da minha UNEB, da UNEB do meu irmão (que está se preparando para vir para cá), primos (que já estão aqui), colegas de cursinho (que vieram para cá junto comigo), colegas de curso (que enfrentam a difícil jornada, junto comigo)… Puxa, quaisquer palavras de carinho não exprimirão, com precisão, o que sinto pela instituição. Pensar que eu me neguei, logo de início, a me dedicar para o vestibular (correndo o risco de ficar de fora desta). Estudo na UNEB pela manhã, faço estágio na UNEB pela tarde e moro na residência que a UNEB disponibiliza para os estudantes que vêm do interior. Traduzindo, a UNEB é minha vida… Desejo que, à medida que o tempo for passando, a instituição vá melhorando cada vez mais, para abraçar com mais carinho tanto os que já estão aqui, quanto os que estão por vir.”

Jailma Santana
Estudante residente do DCH/Campus I (Salvador)

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“UNEB, 30 anos de serviços prestados à Bahia! Lembro-me como se fosse hoje, pois fiz parte desta história. Professora de Língua Portuguesa do Curso de Licenciatura em Agropecuária, que funcionava na antiga Famesf, em Juazeiro, Bahia, vivi o processo de mudança de Seseb para UNEB. Senti a alegria e a novidade de viver a criação de uma universidade multicampi, que já nascia com duas faculdades: Alagoinhas e Juazeiro, os cursos mais antigos, passando depois a departamentos. Com muitas dificuldades, mas sempre lutando pela educação, foi crescendo e criou novos cursos. Foi quando nasceu o Curso de Pedagogia do Campus III de Juazeiro, do qual fiz parte da comissão de implantação e do qual ainda sou docente até hoje.  Pré-aposentada, levarei saudades dos momentos de alegria, das lutas para concretização desta que é uma das universidades mais promissoras no campo da educação na Bahia. Parabéns, UNEB! Obrigada por ter contribuído para as minhas qualificações.”

Maria da Conceição Hélio Silva
Professora doutora do DCH/Campus III (Juazeiro)

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“Minha relação com a UNEB se iniciou como uma paquera. Fiz a filmagem e edição da propaganda que elegeria a magnífica reitora Ivete Sacramento. Mais tarde, estive em um evento da Proex sobre saúde na gestão do então pró- reitor de Extensão, Lourisvaldo Valentim. Em 2010, fiz o concurso um tanto despretensioso, mas fui admitido em 2012 e, embora tenha pouco mais de um ano de casa, para mim tem sido uma honra trabalhar com colegas tão animados quanto capacitados e sob a égide de uma liderança pautada pelo brilhantismo.”

Antônio Samuel
Técnico administrativo da WebTV/Ascom

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“Fui graduanda, pós-graduanda, hoje docente e coordenadora de colegiado na UNEB, ou seja, uma vida acadêmica e profissional formada e formando nesta casa de ensino acolhedora. Sinto-me bem aqui.”

Joelma Boaventura da Silva
Coordenadora do Curso de Direito do DEDC/Campus VIII (Paulo Afonso)

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“Entrei aqui como estudante, e a UNEB me ofereceu muitas oportunidades de crescimento profissional e pessoal. Abdicando de meus projetos da vida particular, me dediquei sem descanso à universidade. Mais recentemente, fui aprovado em concurso público para docente da UNEB. Mereci a confiança dos nossos gestores, ocupando atualmente um cargo de pró-reitor. Hoje sei que devo muito do que sou, no sentido ético e humano, às ricas experiências e convivência cotidiana com tantos e tantas colegas dos 24 campi. Nesta data tão significativa para a nossa comunidade acadêmica, quero resumir a emoção e o sentimento que carrego em mim com estas simples palavras: ‘Muito obrigado, UNEB! Muito obrigado a cada colega desta instituição!”

Djalma Fiuza
Pró-reitor de Infraestrutura (Proinfra)

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