POR Ascom/Toni Vasconcelos, 15 out 2010, 18H01

Professores e estudantes oferecem orientação gratuita para pessoas com gagueira

Carol Soledade
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação


Gagueira não tem graça. Tem Tratamento. Com esse lema, o colegiado do curso de Fonoaudiologia, do Campus I da UNEB, em Salvador, vai realizar uma série de atividades em comemoração ao Dia Internacional de Atenção à Gagueira (22 de outubro).

A partir do dia 28 deste mês, estudantes e professores da instituição vão realizar o plantão permanente de acolhimento na clínica-escola do curso – localizada no Departamento de Ciências da Vida (DCV) do campus – que vai atender gratuitamente a comunidade acadêmica e o público externo.

“O plantão vai se constituir em um espaço no qual as pessoas que gaguejam poderão tirar dúvidas e receber orientações diversas”, explica a professora do curso Rina D’Angelo, coordenadora da iniciativa.

Segundo Rina, o atendimento ao público será realizado sempre nas últimas quintas-feiras de cada mês, das 16h às 17h, durante o atual semestre letivo da universidade.

A docente explica que a gagueira é um distúrbio da comunicação: “A fala do indivíduo é entrecortada por prolongamentos, bloqueios e repetições de sons ou palavras, acompanhados por tensão muscular geralmente detectada na região da face e da cervical e de sentimentos negativos como raiva, medo e vergonha”.

A programação de atividades, que está sendo finalizada, prevê também a realização da oficina A pessoa que gagueja. A atividade, que será ministrada por Rina, ainda não tem data definida.

Data comemorativa

O Dia Internacional de Atenção à Gagueira é comemorado mundialmente desde 1998. Este ano, a professora Rina também é uma das responsáveis pela divulgação da programação da Semana de Atenção à Gagueira no Estado da Bahia em escolas, clínicas, hospitais e meios de comunicação.

De acordo com a professora, o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF) e o Conselho Regional de Fonoaudiologia (4ª Região), que engloba os estados da Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Pernambuco, têm apoiado todas as ações voltadas para o esclarecimento do distúrbio.

“Muitas pessoas têm medo ou até mesmo vergonha de procurar ajuda. O que fazemos é apenas buscar alternativas para a gagueira”, frisa a docente.

Download de livro

Em 2009, a Editora UNEB (Eduneb) disponibilizou pela internet a obra Autocuidado para Pessoas com Gagueira. O download do livro pode ser realizado no endereço www.gagueira.org.br.

Traduzido pela professora Rina D’Angelo, o livro traz um programa de cuidado terapêutico para pessoas que gaguejam baseado na proposta de que o autoconhecimento é o início para superação do problema.

Publicada em 2008 pela Eduneb, a obra é uma tradução do livro Self-Therapy for the Stutterer, escrito pelo americano Malcolm Fraser, fundador da Stuttering Foundation of America, entidade americana que há mais de 40 anos ajuda pessoas que gaguejam em todo o mundo.

Informações: Colegiado de Fonoaudiologia/Campus I – tel. (71) 3117-2295 e e-mail falagagueirauneb@gmail.com.

Imagem (home): Divulgação


Notícias relacionadas



Envie uma mensagem: